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Questionários

Outra técnica que pode ser usada é a aplicação de questionários. Os questionários são formulários compostos por perguntas, abertas ou fechadas, aplicadas a fim de coletar dados para uma avaliação, análise ou pesquisa. Semelhantes às entrevistas por possuir perguntas abertas ou fechadas, os questionários possuem a vantagem de não necessitar de um entrevistador para sua aplicação e de poder ser aplicado a um grande número de pessoas dispersas geograficamente, o entrevistado pode preencher o questionário no conforto de sua casa. Essa vantagem torna-se uma desvantagem, visto que, devido à ausência de um entrevistador, as perguntas devem ser claras, objetivas e curtas e, preferencialmente, conter instruções claras de preenchimento, assim, o entrevistado pode responder sem dúvida o questionário (Silva & Barbosa, 2010).

Segundo Preece et alii (2005), um questionário é iniciado com perguntas sobre informações demográficas básicas e, posteriormente, perguntas sobre detalhes da experiência do usuário – tempo gasto na internet ou nível de experiência, a fim de descobrir a diversidade, agrupamento das perguntas e o perfil do entrevistado. As perguntas de interesse e que buscam coletar dados para avaliação ou análise, geralmente, são genéricas para, posteriormente, serem perguntas específicas. Porém, é necessário atenção para que o questionário não fique longo e desmotive o entrevistado. Outras dicas dadas pelo autor é que as perguntas sejam claras, simples, fechadas e ordenadas cuidadosamente para não interferir nos resultados.

No desenvolvimento e criação das perguntas, Preece et alii (2005) e Silva & Barbosa (2010) recomendam a utilização da escala de Likert e da escala de diferenciais semânticos.

A escala de Likert é a mais utilizada na área de IHC para medir a satisfação dos usuários com relação à utilização de um sistema. Essa escala utiliza uma faixa de número ou de grau para representar as perguntas.


Figura 14: Exemplo de uso da escala de Likert. Fonte: Silva & Barbosa (2010)

Para utilizar a escala de Likert, um conjunto de pequenas afirmações positivas ou negativas do sistema deve ser elaborado. Após isso, as afirmações são divididas em grupos de positivas e negativas. A seguir, é decidida a quantidade de pontos que serão utilizados para representar as respostas. Preece et alii (2005) recomenda a utilização de pontos ímpares para evitar que o entrevistado fique indeciso e, no máximo, cinco pontos para não dificultar as respostas. Um exemplo é apresentado na figura 14.

A escala de diferencial semântico é pouco utilizada devido a sua dificuldade em responder e montar. Essa escala explora uma faixa de atitudes bipolares.


Figura 15: Exemplo de uso de diferencial semântico (Silva & Barbosa, 2010)

Cada resposta é representada por um par de adjetivos opostos com uma escala entre os dois adjetivos. O entrevistado marca um “x” em uma das posições entre os dois extremos dos adjetivos. Silva & Barbosa (2010) recomendam que a escala seja composta de 5 a 9 pontos. Um exemplo pode ser observado na figura 15.

As escalas estão restritas a perguntas fechadas. Perguntas abertas, em que o entrevistado tem liberdade para escrever o que desejar, não necessariamente possuem uma regra, mas em geral, devem ser curtas, simples e diretas.

Os questionários depois de testados, revisados, aperfeiçoados, consolidados e sem erros podem ser adaptados para serem respondidos on-line, por e-mail ou na web. Por e-mail, os questionários estão limitados apenas a texto, sendo recomendado para perguntas abertas. Na web, além de atingir uma enorme quantidade de pessoas, possui a vantagem de poder contar com validação de campos, personalização de acordo com a resposta, respostas devolvidas rapidamente, custos baixo, tempo de análise reduzido.

Referências: 

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