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Acessibilidade web para pessoas com deficiência visual

Publicação da pós-graduação Design Instrucional para Web

O que é acessibilidade?

A acessibilidade para a Ong Acessibilidade Brasil (2008) representa o direito de ingresso a rede de informações e o direito de eliminação das barreiras ao seu acesso. Já a legislação brasileira, decreto Nº 5296 de 2004, define a acessibilidade como condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Na web, a World Wide Web Consortium - W3C (2008), organização internacional responsável por definir os padrões Web, define a acessibilidade como condição onde pessoas com deficiências podem perceber, entender, navegar e interagir, além de poder contribuir para a web.

A importância da acessibilidade

Para Nielsen (2007) desenvolver com padrões de acessibilidade expande as possibilidades de utilização das informações, reduz e/ ou elimina incompatibilidades de equipamentos, ferramentas e/ ou softwares utilizados por pessoas com necessidades especiais e aumenta a compatibilidade com dispositivos moveis que utilizam a web, gerando benefícios para todos os grupos de usuários, não somente para PNEs.

Queiros (2006), cego e consultor de acessibilidade, diz que a acessibilidade é a possibilidades de uso da internet por pessoas com dificuldades de acesso, é uma ferramenta de inclusão digital da pessoa com deficiência que possibilita a transposição de barreiras, possibilitando uma sociedade inclusiva, formada por pessoas que enxerguem o que há a frente das deficiências: pessoas.

Acessibilidade Web

Para Santana (2008), a acessibilidade na Web geralmente é promovida por ferramentas assistivas. Ferramentas assistiva, na informática, são as tecnologias que auxiliam as pessoas com algum tipo de necessidade especial.

Porém, segundo Santana (2008), essas tecnologias são desenvolvidas para interpretar páginas e/ ou conteúdo que estão de acordo com as recomendações de acessibilidade para web da W3C. De acordo com Queiroz (2008), se o conteúdo não seguir os padrões web, se tornam incompatíveis com tecnologias assistivas.

As recomendações WCAG - Web Content Accessibility Guidelines da W3C de 2008, explicam como tornar o conteúdo Web acessível a pessoas com deficiências.  Para Queiroz (2009), os padrões web ganham importância quando especificado para que grupo de pessoa destina a acessibilidade web. Segundo Queiroz (2009), esses grupos podem ser divididos em três: acessibilidade para pessoas cegas; acessibilidade para pessoas com deficiência; e acessibilidade web universal.

Acessibilidade web para pessoas com deficiência visual.

Segundo Holzschlag  (2004), a maioria dos deficientes visuais utilizam software que trabalham com texto. Portanto, é crucial oferecer alternativas textuais para mídias visuais que não estão publicadas em texto.

Nielsen (2007) afirma que o maior desafio da acessibilidade na Web é oferecer informação textual suficiente para descrever uma página que contém conteúdo multimídia, gráficos ou outro conteúdo não textual que pode não ser acessível para pessoas com deficiência que usam tecnologia assistiva.

Na opinião de Queiroz (2008), pessoas com cegueiras usam a web, por meio de software que lê o texto da tela do computador e fala em voz alta o texto para o usuário.  Para essas pessoas as maiores dificuldades são: imagens sem texto alternativo;  gráfico ou imagem importantes sem uma descrição adequada; vídeos sem descrição textual ou sonora; tabelas sem sentido quando lidas célula por célula; formulários sem uma seqüência lógica ou sem rotulos; ferramentas sem suporte de teclado para todos os comandos e documentos formatados sem seguir os padrões web que podem dificultar a interpretação por leitores de tela.

Segundo Queiroz (2008), pessoas com baixa visão usam monitores grandes, software que aumentam o tamanho das fontes e das imagens e softwares que trocam as cores da tela para aumentar o contates. Suas maiores dificuldades são: páginas com fontes que não podem ser aumentadas; páginas de difícil navegação quando ampliadas por causa da perda do conteúdo adjacente; páginas ou imagens com pouco contraste; textos apresentados como imagens.

Pessoas com daltonismo ou falta de percepção a certas cores usam softwares para alterar cores ou personalizam as cores dos navegadores normais. Os maiores problemas são: quando a cor é usada como único recurso para enfatizar o texto; contrastes inadequados entre as cores da fonte e fundo e navegador que não suporta a opção para o usuário utilizar sua própria folha de estilo.

Referências

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